No entanto, Ele lhes ordenou: “Dai-lhes vós algo com que possam se alimentar”. Lucas 9:13

O mundo está em crise. Vendo os noticiários vemos que a Venezuela, África, Síria e até o nosso querido Brasil atravessam momentos críticos quer na área econômica como social. A fome tem sido uma triste realidade e vemos isso como Igreja quando somos procurados por dezenas de pessoas solicitando um quilo pelo menos, de arroz e com relatos de não ter nada em termos de alimento em casa. Quando ouço isto fico com o coração muito angustiado, imaginando o que deve ser esta realidade: “Não ter nada em casa”. Isto se dá porque nós, geralmente, tomamos nosso café com torradas ou pão, almoçamos, temos nossa rotina e, às vezes, não comemos porque não queremos, mas, imagine como deve ser querer e não ter.

Lembro que participei de uma defesa de tese de mestrado em sociologia, onde o mestrando apresentou argumentos sobre “A fome e suas reações no ser social”, disse na apresentação, que para falar sobre a fome com autoridade, ficara sem comer nada por três dias para saber qual era as reações e sentimentos que uma pessoa com fome sente, daí relatou: “-Cheguei a ter momento de desistir da pulsão de vida, a tristeza invadia e não via sentido em nada porque tudo doía dentro de mim. A fome consome nosso ar.”

Precisamos ser uma Igreja onde a salvação através do Evangelho seja pregada com os lábios como missão principal, mas, acompanhada das mãos que abençoam através do acolhimento e do ato de “dar” pão aos que precisam. Cuidar dos pobres, estrangeiros e desamparados é missão da Igreja conforme nos diz Tiago 1:27: “A religião que Deus, o nosso Pai, aceita como sincera e imaculada é esta: cuidar dos órfãos e das viúvas em suas dificuldades… “ e ainda mais sério: “Quem tapa o seu ouvido ao clamor do pobre, também clamará e não será ouvido.”   Provérbios 21:13

Vamos abrir nosso coração e contribuir um pouco mais.

Pastor Carlos Henrique